A 53ª edição da regata, considerada a maior competição de vela oceânica da América Latina, começa nesta sexta-feira e vai até 1º de agosto no canal de São Sebastião.
Ilhabela se prepara para receber, entre os dias 24 de julho e 1º de agosto, a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval, um dos eventos náuticos mais tradicionais do país. Segundo o Yacht Club de Ilhabela, organizador da competição, mais de cem embarcações já estavam inscritas dois meses antes da largada, número que tende a crescer nos últimos dias antes do início das provas. Na edição do ano passado, a regata reuniu 120 barcos.
A dúvida que mais surge entre quem acompanha o evento pela primeira vez é simples: o que torna essa regata tão especial dentro do calendário náutico brasileiro? A resposta passa pela combinação entre o nível técnico dos competidores e o cenário natural do arquipélago.
Quem disputa a regata em 2026
A programação reúne desde veleiros clássicos até projetos de alta tecnologia, disputando em classes como ORC, C30, RGS Cruiser e a HPE 25, que retorna às raias em 2026 depois de dois anos fora do calendário. Entre os destaques da flotilha estão nomes conhecidos da vela olímpica brasileira. Samuel Albrecht, tricampeão do evento, comanda o Crioula 52, enquanto Eduardo Souza Ramos, maior vencedor da história da regata com nove títulos, estará à frente do Onda.
O pentacampeão mundial Maurício Santa Cruz também confirmou presença, no leme do Relaxa Building. A presença de competidores desse calibre ao lado de velejadores amadores é um dos aspectos que mais atrai público para acompanhar as disputas tanto no mar quanto em terra. A edição de 2026 também terá uma novidade estrutural: o retorno do formato com duas raias simultâneas de competição, decisão tomada em função do volume de embarcações inscritas.
O que esperar da programação
Um dos pontos altos da programação segue sendo a Regata Alcatrazes por Boreste, realizada em parceria com a Marinha do Brasil, com um percurso de cerca de 55 milhas náuticas ao redor do arquipélago de Alcatrazes. Além da disputa esportiva, a Semana de Vela carrega um componente social importante para a cidade, com o projeto Velas do Amanhã, que aproxima jovens de escolas públicas e de projetos sociais do universo da vela oceânica.
Diversos competidores de elite que hoje disputam a regata começaram justamente nesse tipo de iniciativa, o que reforça o papel do evento na formação de novos talentos. A presença internacional também chama atenção nesta edição, com equipes da Argentina e do Uruguai já confirmadas, reforçando o caráter sul-americano da disputa.
Impacto econômico para a cidade
O impacto do evento também é sentido fora da água. A edição de 2025 movimentou aproximadamente 50 milhões de reais na economia local, com reflexo direto em hotéis, pousadas, bares, restaurantes e prestadores de serviço da ilha. O Race Village, montado no centro da cidade durante os dias de competição, funciona como ponto de encontro entre equipes e visitantes, ampliando ainda mais o fluxo turístico na região.
Com a largada marcada para os próximos dias, a expectativa entre organizadores e velejadores é de uma das edições mais movimentadas dos últimos anos. Para quem pretende acompanhar as regatas de terra, a organização recomenda ficar de olho nos canais oficiais do evento, já que a movimentação de barcos costuma acontecer em horários variados ao longo de cada dia de disputa.
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