Infraestrutura verde nas cidades na ótica da Versa Ambiental

Por Emilia Valdera 5 Min de leitura

Em áreas asfaltadas e concretadas, boa parte da chuva escorre pela superfície em vez de infiltrar no solo, e a Versa Ambiental, especializada em engenharia ambiental e gestão de resíduos, participa de discussões sobre como cidades sustentáveis podem reduzir esse escoamento com soluções de infraestrutura verde. O volume de água que antes era absorvido pela terra agora corre para bueiros e galerias, que muitas vezes não dão conta de receber tudo de uma vez. O resultado são alagamentos que se repetem a cada temporal forte, com prejuízos para moradores, comércio e circulação.

Cidades sustentáveis começam pelo caminho da água

Pensar a drenagem como parte do desenho urbano muda a lógica tradicional, que consistia em tirar a água da rua o mais rápido possível. A infraestrutura verde propõe o inverso: reter, infiltrar e liberar aos poucos, imitando o que o terreno natural fazia antes da ocupação. Os resultados incluem menos pico de vazão nos rios, menos sobrecarga nas redes e mais água chegando ao subsolo.

A abordagem não dispensa as galerias e os canais, apenas reduz a pressão sobre eles. Na prática, o conceito aparece em soluções que vão de situações simples, como um canteiro de calçada, a estruturas maiores, como um parque que alaga de propósito.

Jardins de chuva e canteiros que absorvem

O jardim de chuva é uma depressão rasa, plantada com espécies adaptadas, que recebe a água escoada de telhados, calçadas e ruas. Em vez de seguir direto para o bueiro, a água se acumula por algumas horas e infiltra pelo solo, que filtra parte dos poluentes carregados da superfície. A estrutura é barata, ocupa pouco espaço e pode ser instalada em canteiros centrais, estacionamentos e praças.

Versa Engenharia Ambiental LTDA
Versa Engenharia Ambiental LTDA

Para funcionar bem, o solo precisa permitir a infiltração e a vegetação deve resistir a períodos secos e alagados. A Versa Engenharia Ambiental avalia que a manutenção, com retirada de lixo e de sedimentos acumulados, decide se o jardim continuará absorvendo água ou virará um ponto de entupimento, e por isso o descarte correto de resíduos nas ruas faz parte da eficiência da drenagem.

Pavimentos permeáveis em calçadas e estacionamentos

Os pavimentos permeáveis permitem que a água atravesse a superfície e chegue a camadas de brita que a armazenam temporariamente. Eles aparecem em calçadas, ciclovias, pátios e estacionamentos, onde a carga de veículos é menor, e reduzem a água que sobra para o sistema de drenagem convencional. Blocos vazados com grama e concretos porosos são exemplos de soluções usadas.

O principal cuidado é impedir que poeira e sujeira fechem os poros do material com o passar do tempo. Segundo a Versa Ambiental, a limpeza periódica da superfície e o controle de sedimentos vindos de terrenos vizinhos mantêm o desempenho do pavimento, e o projeto deve prever essa rotina desde o início para que a economia da instalação não vire problema.

Parques alagáveis e telhados verdes completam o conjunto

Os parques alagáveis são áreas de lazer projetadas para receber excesso de água em dias de chuva intensa. Em tempo seco, servem como campos, praças e pistas de caminhada, e, durante os temporais, funcionam como reservatórios que seguram o pico de vazão. O uso duplo aproveita o espaço urbano, que é escasso e caro, sem exigir terrenos exclusivos para drenagem, e ainda oferece à população uma área verde que fica disponível na maior parte do ano.

Os telhados verdes, por sua vez, retêm parte da chuva no substrato e nas plantas e devolvem a água lentamente, além de reduzir a temperatura dos edifícios. A Versa Engenharia Ambiental LTDA pondera que nenhuma dessas soluções funciona isolada, e que o ganho vem da combinação entre várias estruturas pequenas distribuídas pela cidade, planejadas junto com o sistema de drenagem tradicional e com a coleta regular de resíduos.

 

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