Paulo Roberto Gomes Fernandes, sob a perspectiva do desenvolvimento da infraestrutura energética global, evidencia que a China International Pipeline Forum, realizada em junho de 2018, em Pequim, encerrou-se com público recorde e marcou um momento simbólico para o setor de oleodutos e gasodutos na Ásia. O evento reuniu especialistas, empresas e representantes de diferentes segmentos industriais em um período no qual a região já demonstrava forte aceleração de investimentos em obras subterrâneas, antecipando tendências que, em 2026, se consolidaram como centrais para o planejamento energético e logístico internacional.
Naquele contexto, a China já se destacava como o país com maior demanda por tecnologias aplicadas ao transporte de petróleo, gás e outros insumos estratégicos. A ampliação de corredores energéticos, a integração com países produtores e o uso intensivo de túneis para transporte ferroviário e aquaviário indicavam uma transformação profunda na forma de conceber grandes projetos de infraestrutura.
A centralidade da Ásia no avanço dos pipelines globais
Conforme analisa Paulo Roberto Gomes Fernandes, a edição de 2018 do fórum evidenciou o protagonismo da Ásia-Pacífico no desenvolvimento da indústria de pipelines. A região passou a concentrar projetos de grande escala, conectando áreas produtoras de gás e petróleo a mercados consumidores por meio de extensas redes de dutos. Países como China, Rússia e nações da Ásia Central figuravam no centro dessas estratégias de integração energética.
A previsão de obras subterrâneas de dimensões inéditas, incluindo túneis com centenas de quilômetros de extensão, refletia não apenas ambição econômica, mas também a maturidade tecnológica alcançada. Projetos que seriam considerados inviáveis duas décadas antes passaram a integrar o planejamento oficial, sustentados por avanços em engenharia, geotecnia e sistemas de lançamento de dutos em ambientes confinados.
Obras subterrâneas de longa extensão e desafios técnicos
Na percepção de Paulo Roberto Gomes Fernandes, um dos temas mais relevantes discutidos no evento foi a viabilidade técnica de túneis de grande extensão. A comparação com obras emblemáticas, como túneis ferroviários europeus inaugurados anos antes, ajudava a dimensionar o salto tecnológico proposto na Ásia. Túneis projetados com centenas de quilômetros impõem desafios significativos, desde incertezas geológicas até logística de instalação e manutenção.

Esses obstáculos passaram a ser enfrentados por meio do desenvolvimento de novas metodologias construtivas e do uso de tecnologias específicas para lançamento e suportação de dutos. A engenharia subterrânea deixou de ser apenas uma alternativa e passou a ocupar papel estratégico em projetos energéticos, ferroviários e hídricos, exigindo soluções integradas e altamente especializadas.
Tecnologia, segurança e confiabilidade operacional
Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, a segurança operacional foi outro eixo central do congresso de 2018. Dados internacionais já indicavam, naquele período, a ocorrência de milhares de incidentes anuais em redes de gasodutos, muitos deles com impactos financeiros, ambientais e reputacionais severos. Essa realidade impulsionou mercados mais exigentes, como o chinês, a adotar padrões rigorosos de controle e prevenção de falhas.
O debate sobre segurança envolveu a integração entre diferentes camadas tecnológicas, incluindo sistemas de monitoramento, controle de processos e metodologias de instalação mais seguras. A interação entre esses elementos passou a ser vista como condição essencial para reduzir riscos e garantir a confiabilidade de projetos de grande porte. Em 2026, essa abordagem integrada tornou-se referência em empreendimentos internacionais.
O legado do fórum de 2018 para o cenário atual
Sob o entendimento de Paulo Roberto Gomes Fernandes, o encerramento da China International Pipeline Forum de 2018 deixou um legado relevante para a indústria global de pipelines. O crescimento expressivo do evento, que ao longo dos anos passou de dezenas para centenas de expositores, refletiu o ritmo acelerado de desenvolvimento da indústria de petróleo e gás na região asiática.
Ao observar aquele encontro a partir de 2026, torna-se claro que muitas das discussões ali iniciadas ajudaram a moldar o cenário atual. A combinação entre demanda energética, inovação tecnológica e foco em segurança consolidou a Ásia como referência mundial em obras subterrâneas e sistemas de transporte de energia. O fórum demonstrou que o futuro dos pipelines depende de planejamento de longo prazo, engenharia avançada e cooperação internacional, elementos que seguem orientando os grandes projetos em curso.
Autor: Rudolf Noel